Catequista,
testemunha do Mistério - de 20 a 23 de setembro, Vaticano
“
Uma catequese que pretende ser frutuosa e em harmonia com toda a vida cristã
encontra a sua vida na liturgia e nos sacramentos.” Papa Francisco
Introdução ao Congresso
Arcebispo Rino Fisichella, Presidente do PCPNE
Catequistas
vivem a experiência do chamado para desenvolver o mistério.
Papa
Francisco voltou a afirmar que o catequista não deve trabalhar como catequista,
mas ser catequista, não pode ser superficial, é uma vocação. Não deve 'fazer',
mas 'ser', porque envolve a vida. O catequista deve levar o catequizando ao
encontro com Jesus com palavras e com a vida, com seu testemunho.
O
testemunho é uma ação fundamental, pois o homem contemporâneo vê o testemunho.
Hoje em dia ainda há países em que os catequistas são martirizados (Korea).
Mistério
pode ser entendido no âmbito profano ou no âmbito religioso (valor que possui
para a fé).
O Mistério
não é o que não se compreende, ele pode ser entendido através do amor. Quanto
mais a pessoa se doar mais encontrará o sentido do mistério.
Na 2a
parte do CIC pode-se entender a potência salvífica de JC, como os sacramentos
nos salvam e curam.
O encontro
de Jesus com a hemorroísa pode ser visto como um ícone desta parte do
catecismo. Precisamos “tocar” em Jesus para sermos verdadeiramente curados. A
liturgia, os sacramentos, são verdadeiros “toques” em Jesus.
Existe uma
corrida para o mundo exotérico, nosso contemporâneo parece correr para ciência
e técnica — mais urgente a referência da técnica e tecnologia, a robótica,
retirada de órgãos, etc. O homem se torna objeto e incapaz de reagir para
encontrar sua realidade e unicidade.
Quem sou
eu? Sou capaz de amar para sempre?
O homem
precisa perceber o mistério. O mistério impõe interrogações que a técnica e a
ciência não conseguem responder. Criam-se instrumentos para se explicar o mistério,
mas nada que complete todos os sentidos.
O mistério
pertence ao homem que precisa do mistério para sair do vácuo.
Santo Ilario
na parábola dos talentos fala-nos do reino dos céus. Nos foram dados carismas e
qualidades e o conhecimento de Jesus Cristo. A todos é dado um conhecimento do
mistério.
Santo
Ambrósio nos incita a ter fé na graça de Cristo. Diz-nos que no Batismo devemos
nos compromissar a um conhecimento cada vez mais profundo do mistério até o
podemos contemplar.
Gaudium et
spes. Tudo está inserido no mistério do Verbo encarnado.
Nasce uma
pergunta. O que é o mistério? São Paulo manifesta como conteúdo de
evangelização.
Dimensão
do escondido, calar. Aconteceu e seus efeitos permanecem até hoje.
Sabedoria
de Deus, a Cruz de Cristo o Espírito Santo nos introduzem mais no
mistério.
O mistério
está escondido, mas frente a ele precisamos permanecer em relação (não se
isolar).
A
revelação, o conhecimento é de toda a Igreja. A liturgia revela o mistério
e é uma forma de compreendê-lo.
A
catequese precisa enraizar o mistério.
Joao Paulo
II nos disse que o Cristo Senhor revela plenamente o homem.
Frente ao Mistério
temos que ficar calados, fechar a boca. E belo ensinar se quem fala atua.
Lex
credendi, lex orandi
Padre Gregory Polan,
especialista em Sagrada Escritura
Lex
credenti lex orandi
A tradição
/ depósito de fé da Igreja dá os limites e fronteiras para interpretar um texto
bíblico.
Os textos
que rezamos remontam ao século V e são expressões que formam nossa vida de fé
quando oramos na liturgia. Eles devem trazer significado ao nosso coração.
No batismo
-o ritual e os gestos simbólicos são ensinamentos de Jesus.
A pessoa
batizada carrega em si a Trindade. Simboliza a entrada na comunidade do crente
que faz parte do Plano de salvação de Deus. 3 símbolos Luz, água e
óleo.
Nossas
vidas foram reinvindicadas por Cristo.
A Imersão
na água significa a morte do pecado e o ressurgimento para a vida
O óleo é
sinal de fortalecimento dos atletas e guerreiros.
O Batismo
inaugura a vida cristã através do Espírito Santo.
Catequese
mistagógica sobre iniciação
Mons. Francesco Cacucci - Arcebispo
de Bari-Bitonto
Mistagogia:
lex orandi, lex Credendi, lex vivendi = dimensão
de síntese entre fé e vida,
CIC - 1234-1245
O que é a mistagogia?
Entrada progressiva no mistério da salvação (séculos IV e V). Não havia distinção
ou momento de catequese.
O Mistagogo
toma pelas mãos os irmãos. O tempo da mistagogia é o tempo Pascal
No oriente
se recebe os 3 sacramentos enquanto criança.
A fé
manifesta se no ritual. Caridade é diferente de ativismo.
Quando catequistas
não participam com seus catequizandos da celebração semanal, não é absurdo?
Estratégia
e conteúdo. Processo de evangelização. Ato dos Apóstolos. Pedro dá o essencial,
a catequese querigmática.
Sonho da
Igreja Lc 2,42 (4 práticas dos primeiros cristãos). No ensino da vida sacramental
aprende-se a viver juntos.
Desafio da
comunidade em ser igreja em saída como Jesus com Nicodemos.
O mistério ilumina a existência cristã
Prof. Dra. Marianne Schohlosser
Carta ao
Efésios 3 – O Mistério revelado e escondido por Cristo habita pela fé em nossos
corações.
Devemos
procurar conhecer o amor de Cristo que excede todo o entendimento.
O conhecimento
deve superar-se e crescer em direção ao seu objeto.
1º espaço
- nas Sagradas Escrituras.
2º espaço
– figura do fiel que se identifica em Cristo
A
catequese deve conduzir o fiel para uma relação íntima com Cristo Salvador.
Hoje
parece pouco plausível entender que Deus esteve no mundo.
Eis o mistério da fé. Anunciamos Senhor a sua
morte e proclamamos a sua ressurreição, vinde Senhor Jesus.
Nossa vida
está escondida com Cristo em Deus, na existência sacramental os cristãos vivem
e testemunham a salvação que vem do Mistério Pascal.
A morte de
Jesus tema ver com a minha morte.
A vida
eterna já existe de maneira escondida.
Fé e
Batismo permitem que nos levem para além de nossa existência física.
Comunidade
onde somos 1 só corpo com Cristo. Participamos dos merecimentos dos apóstolos e
de toda a Igreja. Castidade, pobreza e obediência.
A
experiência na oração profunda, a celebração da eucaristia – Não somos simples
expectadores. Existe a atuação de Cristo
e da Igreja. O verdadeiro cristão tem que tornar-se um dom vivo para o Espírito
Santo
Obra,
sofrimento, ações apostólicas, trabalho, tudo deve ser oferecido na celebração
da Eucaristia.
Cada um
oferece sua salvação para todos. Não é algo privado. Todos os crentes devem ser
santos e oferecer dons espirituais.
Como
membros de Cristo somos incorporados a Cristo, pertencemos a Deus. Devemos sempre
invocá-Lo e dizer-lhe seja feita a Sua vontade.
O objetivo
da catequese deve ser levar a uma relação pessoal com Cristo.
Devemos ser
vistos como Cristo vivente e atuar no nosso cotidiano. Devemos nos acostumar
com a Sua presença dentro de nós. Podemos viver na Liturgia um lugar
privilegiado. Os batizados são parte do Corpo de Cristo.
Conhecimento
que se funde com o AMOR. Se está confiando a Deus.
A
catequese mistagógica leva ao crescimento. Se a preparação for muito fraca,
pobre e se for praxe ou costume, isto deve ser quebrado.
Aceitar a
graça de Deus. É preciso saber o que estamos agradecendo. Cristo, filho de Deus
não dá algo, mas doa-se a Si mesmo.
Intercessão
entre tempo e eternidade. Somos amados de maneira incrível.
Gl 2,20. A
catequese torna-se a Alegria da Boa Nova. Cristo nos ama, nos amou e está ao
nosso lado. Acompanha-me em todas as etapas de minha vida: sucesso ou fracasso.
Ele é nossa força para viver e para agir.
Iniciação Cristã e Catequese Querigmática
Bispo Andrea Leonardo
1º Anúncio
querigmático. O Papa Francisco nos disse que a morte e ressurreição de Jesus
foi loucura de Deus. Ao longo dos séculos este fato foi causa de milhões de
conversões.
A fé tem
sido recusada por que há ideias distorcidas e não há consciência dela.
Para o Papa
Francisco o querigma não é fase, deve ser uma constante em todo o itinerário
catequético, um estilo. A partir de cada momento, o querigma está em cada
etapa.
Sinal da
Cruz – os jovens e crianças hoje nem ao menos sabem fazer o sinal da cruz.
Antes devem compreender e reconhecer que a cruz é o sinal do amor de Deus que
está disposto a tudo para nos salvar, Deus perdoa os pecados dos homens e Jesus
se oferece por nós. Acreditamos que Deus é amor.
A 4ª parte
da IVC leva-nos a perguntar se a verdadeira catequese seria a dos adultos. O
adulto aqui não é sinônimo de idade avançada, mas alguém que não procura
somente a si mesmo, está pronto a “morrer” para que seus filhos possam “viver”.
É
importante que a catequese alcance as famílias. A IVC é uma experiência forte
capaz de envolver os adultos. Sínodo das famílias.
O
infantilismo é inimigo da IVC. As crianças podem ser beneficiar do Querigma, precisam
de Jesus como o adulto e o idoso. A catequese de crianças não é só
socialização.
A
separação da Igreja e escola pode favorecer o isolamento e esquecimento do que
se aprendeu na catequese. A catequese deve dar resposta às indagações da
ciência, do homem, da biologia, etc.
Há
diferença entre laboratório e experiência. No laboratório o foco está no que se
deve fazer, e as atividades podem não alcançar o coração. Falta a experiência
da fé. Não basta fazer os jovens rezar, é preciso que eles vejam as testemunhas,
precisam ver um padre com carisma, famílias que se amem, paróquias que saibam
trabalhar em conjunto (acampamentos, missões, experiência de vida cristã).
Não se
deve negligenciar os conteúdos ou faltar clareza na transmissão. Muitas pessoas
perdem a fé porque vê com desconfiança o intelecto da Igreja. Tem que explicar
os porquês e tocar o coração.
A Cristologia
nasceu da experiência da Igreja. Quem é Jesus?
Anunciar o
Querigma não significa só anunciar Jesus. Tem que ter consonância com a vida
pessoal, a dignidade da pessoa humana, lutar contra a pobreza, a fome, promover
a caridade, a renúncia, superar o pessimismo pois somos portadores do maior
tesouro que já existiu.
Temos que
aprender a fazer com que as pessoas se apaixonem por Jesus.
RESUMO DO CONGRESSO
(D.
Otávio)
A Nova
Evangelização consiste em contemplar o rosto de Jesus Cristo, segundo a II
parte do Catecismo da Igreja Católica, faz-se necessário contemplar-se o
mistério do amor de Deus, e aceitar as verdades reveladas.
Liturgia e
catequese se entrelaçam para darem-se sentido – ambas conduzem ao encontro
pessoal com Cristo.
O que
comunicamos na catequese se encontra na Liturgia.
O
catequista deve ser testemunho do mistério de Cristo, através da celebração do
mistério cristão – 2ª parte do CIC que está ligado à 1ª parte do CIC –
profissão de fé.
No 1º
Congresso foi enfocado o catequista como testemunho de fé que é chamado a
transmitir esta fé.
O mistério
é muito diferente de incerteza. Deve ser entendido como manifestação de Jesus que
se dá a conhecer. Não devemos ter medo de falar a mensagem da cruz como força
de Deus. Todos estamos imersos no mistério, chamados a nos unir a Cristo pelos
Sacramentos.
A Igreja
unida através de sua cabeça que é Cristo.
O objetivo
da catequese é de levar a ter uma relação pessoal com Cristo que não é algo do
passado, tendo participação sobre o mistério Pascal de Cristo, sua morte e
ressureição.
A
catequese precisa do culto de celebração.
A missão
do catequista é pregar o evangelho. A Vocação não pode se contentar com FAZER
mas deve SER.
Alimentados
por oração e vida sacramental constante e pela Palavra de Deus.
A
catequese é como uma escola de Fé que alimenta a vida de fé através dos
sacramentos, pelos quais os catequizandos recebem a vida nova em Cristo.
Lex
orandi, lex credendi. Os textos da liturgia colocam princípios e edificam a fé.
A Igreja crê o que ela reza. Por outro lado, a Igreja celebra ou reza o que ela
crê. A liturgia é lugar privilegiado para o exercício da fé.
Desde a
antiguidade o anúncio testemunhal, de quem verdadeiramente experimentou Cristo,
impulsionou a evangelização. Por isso o Kerigma deve se a dimensão permanente
da catequese, que torna vivo o Primeiro Anúncio.
O batizado
precisa receber uma catequese que conquiste sua mente e coração para Jesus.
É
essencial os gestos e riqueza simbólica dos rituais. A graça é que planta as sementes.
A comunidade deve ajudar os recém batizados a encontrar no ano litúrgico o
sentido religioso de suas vidas.
A
importância da catequese mistagógica – não explica mas dá sentido aos sinais e
ritos sacramentais.
O
catecumenato se propõe a uma formação integral que conduz a uma vida cristã
autêntica, e é responsabilidade de toda a comunidade.
Deve-se
compreender que as expressões de religiosidade popular (peregrinações,
santuários, etc.) são uma maneira legítima de evangelização inculturada quando
levam aos mistérios de Cristo e aos sacramentos.
Quem crer em
Cristo deve ser capaz de preencher a vida de uma alegria profunda, pois Jesus
Cristo é a nossa vida. ALELUIA.
“Não nos esqueçamos
de fazer a contemporaneidade de Cristo se apoderar de nossa
catequese. Na vida sacramental,
de fato, que encontra seu clímax na Santa Eucaristia, Cristo se torna
contemporâneo de sua Igreja: ele a acompanha nos eventos de sua história e
nunca se afasta de sua Noiva. É ele quem se aproxima e fecha com aqueles
que o recebem em seu Corpo e em seu Sangue, e os faz instrumento de perdão, testemunhas de
caridade com os que sofrem e participantes ativos na criação de
solidariedade entre os homens e os povos. Como seria benéfico para a
Igreja, se a nossa catequese foram baseadas em pessoa para compreender e viver
a presença de Cristo que age e nossa salvação, permitindo-lhe experimentar
mesmo agora a beleza da vida de comunhão com o mistério de Deus Pai, Filho e
Espírito Santo!” Papa Francisco


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