segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Palestra D. Marcony aos coordenadores e catequistas na CAC

Palestra – Documento 107 da CNBB
D. Marcony aos coordenadores de Catequese da Arquidiocese de Brasília
Data: 30/09 de 15 às 17h

O Documento 107 da CNBB está assim dividido: Introdução, 4 capítulos e conclusão
O 1º Capítulo trata da Iluminação Bíblica em que foi escolhido o encontro de Jesus com a samaritana para destacar os passos pedagógicos para a conversão.
            ** Tudo muda quando encontramos Jesus**
Era preciso que Jesus passasse pela Samaria, assim como era preciso que Jesus o convidasse para a Catequese. Jesus espera que tenhamos sede dEle. Qual é a água que podemos dar para Jesus?
Encontro da necessidade humana com a graça de Deus.
Conhecer é diferente de saber. A salvação vem da fé em Jesus, Ele se abaixa para se mostrar à Samaritana, ensina-lhe gradativamente o que significa Adorar a Deus em Espírito e Verdade.
O 2º Capítulo narra a história do processo da iniciação cristã, que defende a necessidade da conversão pessoal a partir do encontro com Jesus. Faz-se necessário olhar para dentro de si com humildade. Em primeiro lugar Deus fala para nós catequistas, que não somos professores, ninguém sabe de tudo. Procuremos deixar o Senhor falar, nossa vivência e testemunho falam até mais que o conteúdo exposto.
Será muito proveitoso ao catequista conhecer o Documento de Aparecida. O encontro com Jesus provoca o Acolhimento.  Nunca se deve ter fé de gosto (do meu jeito), mas assumir o jeito de Jesus. Entregar com amor a alegria da missão de testemunhar. Deve conhecer também o documento Catequese Renovada (1983) e a proposta do Papa Francisco em Evangelii Gaudium. Há vários desafios atuais como intolerância sectarismo, desestruturação da família, corrupção. Enfrenta-los sem desanimar. Fazer acontecer uma mística do encontro, sem rigorismo.
O 3º Capítulo traz como a Igreja pretende implantar a Iniciação. Temos que amar a Igreja como ela é e não como gostaríamos que ela fosse. Um itinerário significa uma caminhada no qual é necessário um mergulho pessoal na fé.
Nas urgências ad Igreja com relação à evangelização hoje, devemos iniciar um diálogo com toda a sociedade sobre:
1.      Igreja como Casa de Iniciação à vida cristã
2.      Igreja em estado permanente de Missão
3.      Animação Bíblica (nunca começar reunião de trabalho sem a luz da Palavra de Deus)
4.      Formação de comunidades
5.      Valorização da Vida
Utilização de temas que sejam atraentes, aprender com o catequizando, cada um deve se sentir pessoal mente envolvido, buscar o uso de símbolos, valorizar os ritos, mergulhar no mistério pascal de Jesus, participar de formação continuada, vivificar a relação filial com Deus que nos faz nova criatura. Testemunhar com vida de oração que Cristo é o Centro, anunciando-O com linguagem adequada. Promover a inserção tendo Maria como modelo de mãe.
Traz as etapas no Quadro Geral e uma explicação quanto ao uso do RICA no que for pertinente (como inspiração). É necessário um aprofundamento após a recepção do sacramento (Tempo da Mistagogia).
É preciso superar a divisão entre a Catequese e a Liturgia, colocando ao centro da Eucaristia. Dentro de tudo procurar a coerência de vida (o catequista é exemplo de vida cristã).
O 4º Capítulo nos mostra como colocar em prática a IVC a partir de um agir pastoral da Igreja.
Vislumbra-se um Projeto da Diocese para a Implantação da IVC, com centralidade na Palavra de Deus, Integração da catequese com a liturgia, Pastoral de Conjunto, atuação dos Conselhos Paroquiais, instrução, formação, recursos, etc.
A única e principal missão da Igreja é seguir o pedido de Jesus para “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura e batizai em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Em primeiro lugar faz-se um Anúncio, depois uma Catequese e por último a participação na Liturgia (sacramentos). Este caminho que visa formar discípulos (pessoas convictas da fé).
Hoje existe um abismo muito grande entre Liturgia e catequese.
Contamos com muitos movimentos que fazem o papel de anunciadores da fé (Shalon, Canção Nova, Segue-me, Emaús, etc.)
Na catequese aprofundamos o conhecimento, as razões da fé católica, mergulhamos no mistério da pessoa de Jesus. O catequista é responsável pelos seus catequizandos. Estão preparados?
Os sacramentos/Liturgia são como as núpcias em um casamento, momento áureo em que os catequizandos devem se aproximar com piedade e respeito. A caminhada cristã não se encerra na recepção do sacramento, ele faz parte de uma necessária inserção da vida da Igreja e da Comunidade.
A restauração do catecumenato tem que ser uma missão da Igreja, com a retomada do Querigma, anunciado de forma inteligente, atraente, e convincente.  Seguido por um aprofundamento bíblico, da Doutrina Social, Liturgia, Ecumenismo, etc.
Os sujeitos destinatários da IVC são as famílias, crianças, adultos, jovens, pessoas com deficiência e pessoas nas periferias existenciais.

Os catequistas também devem fazer o itinerário, buscar o aprofundamento e formação continuada, além de buscar aprender com os seus catequizandos. Deus os abençoe em sua digna missão!